Semana passada, o SERgipano teve a grata oportunidade de entrevistar o nutricionista Rodrigo Lopes.
Mestrando em Ciências da Nutrição pela UFS, o jovem lagartense realiza uma importante pesquisa, de caráter inovador, por meio da qual avalia o hábito alimentar dos sergipanos, relacionando suas análises com os padrões alimentares do nordestino e do brasileiro. Como resultado, os dados colhidos servirão para a implementação de políticas públicas na área da saúde.
O SERgipano de Propriá que edita este blog saiu em busca de outro conterrâneo. Com algum esforço encontrou a
praça em homenagem ao lagartense Laudelino de Oliveira Freire. Infelizmente, a
memória deste ilustre advogado, político, jornalista, filólogo e professor não está valorizada
em sua cidade natal.
As imagens aqui expostas foram capturadas na tarde do dia 21 de fevereiro de 2019.
Sinceramente, esperamos que homenagens mais dignas sejam prestadas a este importante vulto SERgipano, a começar pela limpeza de seu modesto monumento in memoriam .
A placa posicionada sob pequeno busto desse importante vulto traz os seguintes dizeres:
"Uma homenagem do povo de Lagarto ao Ilmº Dr. Laudelino Freire.
Administraçao: José Rodrigues dos Santos "Zezé Rocha"
"Ainda agora, sinto no ouvido a melodia simples e
monótona desses e de outros versinhos do gênero; e me invade a saudade doce
companheira a quem devo, nos dias tristes de hoje, as raras horas de prazer de
minha vida. Tudo o que sinto do povo brasileiro, todo o meu brasileirismo, todo
meu 'nativismo', veio principalmente daí.
Nunca mais o pude arrancar da alma, por mais que depois
viesse a conhecer os defeitos da nossa gente, que são também os meus
defeitos."
(Silvio Romero, no Rio de janeiro, 50 anos após
sua saída de Lagarto)
Depois voltaremos à memória deste ilustre SERgipano. SUB LEGE LIBERTAS
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=V_VKZlRbkRA
Gravado em 03/12/09 na Casa de Francisca [http://casadefrancisca.art.br/]
Imagens Kico Santos e Jones Gama Edição Ricardo Tadashi
Finalização de Fabio Nikolaus
"Caminharam um pouco em silêncio. Foi o desconhecido quem falou primeiro: - É desta paróquia? - Não. - De que paróquia é, então? Gilliatt indicou o céu: - Daquela."
HUGO, Victor. Os Trabalhadores do Mar, São Paulo: Nova Cultural, Clássicos Juvenis, Adaptação de Maria Jacintha, 1987, p. 55
Era o dia 28 de dezembro de 1884. Era um dia de sábado. Era o esforço missionário dos presbiterianos em pregar o Evangelho de Jesus Cristo em todas as parte do imenso Brasil. No endereço abaixo eu conto parte desta missão. Acesse e leia:
Nigun: (ni-gun), plural
nigunim, uma canção da tradição cabalista/chassídica,
geralmente sem palavras. Considerada um caminho para uma conscientização mais elevada e uma transformação do ser.
A nigun (Hebrew: ניגון
meaning "tune" or "melody", pl. nigunim) or niggun
(pl. niggunim) is a form of Jewish religious song or tune sung by
groups. It is vocal music,
often with repetitive sounds such as "bim-bim-bam" or
"ai-ai-ai!" instead of formal lyrics. Sometimes, Bible verses or quotes
from other classical Jewish texts are sung repetitively to form a nigun. Some
nigunim are sung as prayers of lament, while
others may be joyous or victorious. [1][2]
Nigunim are largely improvisations,
though they could be based on thematic passage and are stylized in form,
reflecting the teachings and charisma of the spiritual leadership of the
congregation or its religious movement. Nigunim are especially central to
worship in Hasidic Judaism,
which evolved its own structured, soulful forms to reflect the mystical joy of
intense prayer (devekut)
Estou vivendo tempos de teodiceia. Compartilho um pouco dessas reflexões por meio da excelente abordagem do tema feita pelo Rev. Dr. Davi Charles Gomes.
"Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." (Romanos 12.21)
Ele era justo e, assim, de alma inteira Semeava amor, ai, como a flor da laranjeira. Era um grande pai, e os seus ramos de oliveira Davam sempre fruto junto às águas da ribeira. Tudo era alegria, e alegria verdadeira, Força e juventude, a plenitude da palmeira Festa e cantoria, euforia a tarde inteira. Vinho na dispensa e moeda na algibeira.
Mas a vida passa como passa o calendário. O passo da desgraça anda sempre pelo atalho. Eis que um mensageiro mais ligeiro do que um raio Trouxe a má notícia, este mundo é tão precário: “Veio o assaltante e carregou tua boiada!” “Todos os teus servos foram mortos pela espada!” “Veio um vento forte e destruiu tua morada!” “Todos os teus filhos pereceram na rajada!”
“Ai, meu bom amigo, nada trouxe pra este mundo. Vim tão pobremente, pobremente vou saindo. Rasgo minha roupa e o meu coração partido. Deus é minha vida, quero ser agradecido. Beijo o pó do chão, que é tão sagrado, tão antigo. Deus sabe o que faz, eu já não sei nem o que digo. Forte é sua mão, a sua sombra, meu abrigo. Ele deu-me tudo e tudo tomou consigo.”
Pele sobre pele e poeira na poeira, Sombra sobre sombra e canseira na canseira. Resto de uma vida estendida numa esteira. Dor e sofrimento, desde o pé à cabeleira. “Esquece a tua fé”, diz a sua companheira, “Faz da maldição a tua prece derradeira!” “Ah, minha mulher, por que me falas tanta asneira? Haja bem ou mal, que seja tudo o que Deus queira!”
Chegam os amigos, vêm trazendo sentimento, Gestos de ternura, esperança e novo alento. Sentam-se na cinza e se cobrem de silêncio, Falham as palavras para tanto sofrimento. Um por um, arriscam declarar seu pensamento, Mas, por mais que falem, trazem pouco entendimento. Falta compaixão e sobra muito julgamento. Cada comentário só aumenta o seu tormento.
“Ai, Senhor amado! Ai, meu pobre coração! Fraco e envolvido pelo densa escuridão! Todos os meus dias são apenas ilusão, Como a lançadeira de um velho tecelão. Sinto que me espreitas com os olhos de um leão E me despedaças com o poder da tua mão. Tonto e abatido, me embriago de aflição, Mas ainda vive quem me traz a redenção.”
Eis que, de repente, o Senhor se revelou, E da tempestade claramente então falou: “Onde tu estavas quando o mundo se formou? Quem criou os mares e as águas represou? Quem deu sua ordem e o dia clareou? Quem criou os raios e no céu os colocou? Tantos seres vivos, onde está quem os criou? Peixes, feras, aves, quem a eles libertou?”
“Ai, Senhor amado, o que posso responder? Disse tanta coisa, já não sei o que dizer. Sei que tudo podes; nada pode te conter. Basta estar contigo e poder te conhecer”. Deus amou a Jó e o fez reverdecer. Deu a sua bênção e mudou o seu viver. Fez a sua vida novamente florescer. Deu-lhe filhos, filhas e alegrias pra valer.
A mensagem a seguir é datada de 1987. Poderíamos chamar de antiga, cronologicamente, na medida de nosso tempo fugaz. No entanto, o conteúdo apresentado no vídeo mostra que este é um chamado atual e também atemporal, portanto, a reflexão continua urgente para nossos dias, e assim se manterá, porque cristocêntrica.
Vale a pena assistir também pelo pioneirismo do Rev. Caio Fábio, em transmitir um curso de capacitação teológica de abrangência nacional por meio da incipiente e precária estrutura de comunicação via satélite de um Brasil que até hoje está aquém do avanço tecnológico de que tanto precisamos (um dúvida: estamos experimentando e usando a internet 3G ou 4G?).
Estudem. Confiram na Bíblia. Este é mês de Reforma.
Seguir Jesus - O Mais Fascinante Projeto de Vida - Aula 1
Ressalvando o cuidado com o contexto em que foi dito, a certa altura [3m54min] disse o João Pereira Coutinho:
"O que estou a dizer é que a literatura não nos salva... se o material de que somos feitos for um material que está para além de qualquer salvação. E se existe essa possibilidade de que o material
de que somos feitos está para além de qualquer salvação, isso implica que
cultura, nas mãos erradas, longe de se tornar um instrumento de humanização,
converte-se, ainda mais, num instrumento de desumanização. Ou seja, a cultura acaba por nos fornecer argumentos que nós não teríamos para praticarmos o mal."
Completam-se 70 anos da obra A
REVOLUÇÃO DOS BICHOS (Animal Farm: a fairy story), de George Orwell, mesmo autor da distopia 1984, de onde se imortalizou a figura totalitária do BIG BROTHER. Pela importância, A REVOLUÇÃO DOS BICHOS e seu autor merecem mais que estas breves linhas, mas agora registro este
lembrete para não ficar sem festejar o texto em tempo.
Passadas as recentes e gigantescas manifestações
populares Brasil afora no pleno exercício democrático, e contrapondo-as com a absurda
indiferença e desdém com os quais o governo federal as avaliou, não resta dúvida
de que Napoleão em versão bolivariana ocupa o Alvorada. E se pudéssemos subir a rampa e chegar
junto às suas límpidas janelas palacianas de vidro, veríamos negociações inomináveis, que
afrontam a estrutura cognitiva de qualquer ser que se entenda moral. Qual a justificativa?
Bem, somos todos iguais, mas uns, mais iguais que os outros! Sem dúvida, Napoleão
ainda vive.
Filme do dia (o livro sempre é melhor
e mais completo):
https://www.youtube.com/watch?v=2ygQBkmMfqY
Trilha sonora neste dia:
https://www.youtube.com/watch?v=jC58gRE2OGA
NINGUÉM=NINGUÉM
Humberto Gessinger
há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há tanta gente pelas ruas
há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
(ninguém = ninguém)
me espanta que tanta gente sinta
(se é que sente) a mesma indiferença
há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há palavras que nunca são ditas
há muitas vozes repetindo a mesma frase:
(ninguém = ninguém)
me espanta que tanta gente minta
(descaradamente) a mesma mentira
todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
há pouca água e muita sede
uma represa, um apartheid
(a vida seca, os olhos úmidos)
entre duas pessoas
entre quatro paredes
tudo fica claro
ninguém fica indiferente
(ninguém = ninguém)
me assusta que justamente agora
todo mundo (tanta gente) tenha ido embora
todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
o que me encanta é que tanta gente
sinta (se é que sente)
ou
minta (desesperadamente)
da mesma forma
todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
todos iguais
todos iguais
tão desiguais...
tão desiguais...
P.S: Enquanto termino de escrever
estas linhas o New York Times envia um press
release anunciando que a FDA (agência governamental dos EUA para remédios e
alimentos) acaba de autorizar a Addyi, uma Pílula de Libido para Mulheres
(sic!!). Sem dúvida, vivemos numa grande fazenda.
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FONTE: https://www.biblegateway.com/usage/votd/custom_votd/?version=NIV