Ele era justo e, assim, de alma inteira Semeava amor, ai, como a flor da laranjeira. Era um grande pai, e os seus ramos de oliveira Davam sempre fruto junto às águas da ribeira. Tudo era alegria, e alegria verdadeira, Força e juventude, a plenitude da palmeira Festa e cantoria, euforia a tarde inteira. Vinho na dispensa e moeda na algibeira.
Mas a vida passa como passa o calendário. O passo da desgraça anda sempre pelo atalho. Eis que um mensageiro mais ligeiro do que um raio Trouxe a má notícia, este mundo é tão precário: “Veio o assaltante e carregou tua boiada!” “Todos os teus servos foram mortos pela espada!” “Veio um vento forte e destruiu tua morada!” “Todos os teus filhos pereceram na rajada!”
“Ai, meu bom amigo, nada trouxe pra este mundo. Vim tão pobremente, pobremente vou saindo. Rasgo minha roupa e o meu coração partido. Deus é minha vida, quero ser agradecido. Beijo o pó do chão, que é tão sagrado, tão antigo. Deus sabe o que faz, eu já não sei nem o que digo. Forte é sua mão, a sua sombra, meu abrigo. Ele deu-me tudo e tudo tomou consigo.”
Pele sobre pele e poeira na poeira, Sombra sobre sombra e canseira na canseira. Resto de uma vida estendida numa esteira. Dor e sofrimento, desde o pé à cabeleira. “Esquece a tua fé”, diz a sua companheira, “Faz da maldição a tua prece derradeira!” “Ah, minha mulher, por que me falas tanta asneira? Haja bem ou mal, que seja tudo o que Deus queira!”
Chegam os amigos, vêm trazendo sentimento, Gestos de ternura, esperança e novo alento. Sentam-se na cinza e se cobrem de silêncio, Falham as palavras para tanto sofrimento. Um por um, arriscam declarar seu pensamento, Mas, por mais que falem, trazem pouco entendimento. Falta compaixão e sobra muito julgamento. Cada comentário só aumenta o seu tormento.
“Ai, Senhor amado! Ai, meu pobre coração! Fraco e envolvido pelo densa escuridão! Todos os meus dias são apenas ilusão, Como a lançadeira de um velho tecelão. Sinto que me espreitas com os olhos de um leão E me despedaças com o poder da tua mão. Tonto e abatido, me embriago de aflição, Mas ainda vive quem me traz a redenção.”
Eis que, de repente, o Senhor se revelou, E da tempestade claramente então falou: “Onde tu estavas quando o mundo se formou? Quem criou os mares e as águas represou? Quem deu sua ordem e o dia clareou? Quem criou os raios e no céu os colocou? Tantos seres vivos, onde está quem os criou? Peixes, feras, aves, quem a eles libertou?”
“Ai, Senhor amado, o que posso responder? Disse tanta coisa, já não sei o que dizer. Sei que tudo podes; nada pode te conter. Basta estar contigo e poder te conhecer”. Deus amou a Jó e o fez reverdecer. Deu a sua bênção e mudou o seu viver. Fez a sua vida novamente florescer. Deu-lhe filhos, filhas e alegrias pra valer.
A mensagem a seguir é datada de 1987. Poderíamos chamar de antiga, cronologicamente, na medida de nosso tempo fugaz. No entanto, o conteúdo apresentado no vídeo mostra que este é um chamado atual e também atemporal, portanto, a reflexão continua urgente para nossos dias, e assim se manterá, porque cristocêntrica.
Vale a pena assistir também pelo pioneirismo do Rev. Caio Fábio, em transmitir um curso de capacitação teológica de abrangência nacional por meio da incipiente e precária estrutura de comunicação via satélite de um Brasil que até hoje está aquém do avanço tecnológico de que tanto precisamos (um dúvida: estamos experimentando e usando a internet 3G ou 4G?).
Estudem. Confiram na Bíblia. Este é mês de Reforma.
Seguir Jesus - O Mais Fascinante Projeto de Vida - Aula 1
Ressalvando o cuidado com o contexto em que foi dito, a certa altura [3m54min] disse o João Pereira Coutinho:
"O que estou a dizer é que a literatura não nos salva... se o material de que somos feitos for um material que está para além de qualquer salvação. E se existe essa possibilidade de que o material
de que somos feitos está para além de qualquer salvação, isso implica que
cultura, nas mãos erradas, longe de se tornar um instrumento de humanização,
converte-se, ainda mais, num instrumento de desumanização. Ou seja, a cultura acaba por nos fornecer argumentos que nós não teríamos para praticarmos o mal."
Completam-se 70 anos da obra A
REVOLUÇÃO DOS BICHOS (Animal Farm: a fairy story), de George Orwell, mesmo autor da distopia 1984, de onde se imortalizou a figura totalitária do BIG BROTHER. Pela importância, A REVOLUÇÃO DOS BICHOS e seu autor merecem mais que estas breves linhas, mas agora registro este
lembrete para não ficar sem festejar o texto em tempo.
Passadas as recentes e gigantescas manifestações
populares Brasil afora no pleno exercício democrático, e contrapondo-as com a absurda
indiferença e desdém com os quais o governo federal as avaliou, não resta dúvida
de que Napoleão em versão bolivariana ocupa o Alvorada. E se pudéssemos subir a rampa e chegar
junto às suas límpidas janelas palacianas de vidro, veríamos negociações inomináveis, que
afrontam a estrutura cognitiva de qualquer ser que se entenda moral. Qual a justificativa?
Bem, somos todos iguais, mas uns, mais iguais que os outros! Sem dúvida, Napoleão
ainda vive.
Filme do dia (o livro sempre é melhor
e mais completo):
https://www.youtube.com/watch?v=2ygQBkmMfqY
Trilha sonora neste dia:
https://www.youtube.com/watch?v=jC58gRE2OGA
NINGUÉM=NINGUÉM
Humberto Gessinger
há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há tanta gente pelas ruas
há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
(ninguém = ninguém)
me espanta que tanta gente sinta
(se é que sente) a mesma indiferença
há tantos quadros na parede
há tantas formas de se ver o mesmo quadro
há palavras que nunca são ditas
há muitas vozes repetindo a mesma frase:
(ninguém = ninguém)
me espanta que tanta gente minta
(descaradamente) a mesma mentira
todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
há pouca água e muita sede
uma represa, um apartheid
(a vida seca, os olhos úmidos)
entre duas pessoas
entre quatro paredes
tudo fica claro
ninguém fica indiferente
(ninguém = ninguém)
me assusta que justamente agora
todo mundo (tanta gente) tenha ido embora
todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
o que me encanta é que tanta gente
sinta (se é que sente)
ou
minta (desesperadamente)
da mesma forma
todos iguais
todos iguais
mas uns mais iguais que os outros
todos iguais
todos iguais
tão desiguais...
tão desiguais...
P.S: Enquanto termino de escrever
estas linhas o New York Times envia um press
release anunciando que a FDA (agência governamental dos EUA para remédios e
alimentos) acaba de autorizar a Addyi, uma Pílula de Libido para Mulheres
(sic!!). Sem dúvida, vivemos numa grande fazenda.
Que tempos são esses em que o costume de expor o Pavilhão Nacional torna-se um gesto cívico que carrega um significado reivindicatório para além do louvor à pátria?!
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Reina-Valera (RVR 1995)
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Nouvelle Edition de Genève (NEG1979)
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New International Version (NIV)
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FONTE: https://www.biblegateway.com/usage/votd/custom_votd/?version=NIV