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terça-feira, 9 de setembro de 2008

RECOMENDO!!


POSTADO ORIGNALMENTE NO http://www.tempora-mores.blogspot.com/ DIA 04-SET-2008

O Canto do Poeta



Acabo de chegar do lançamento do CD do Stênio Marcius (Auditório Ruy Barbosa – Mackenzie, 03.09.2008), compositor de muitos talentos e cantor de rara amplitude de voz. Conheço o Stênio há vários anos. Primeiro, durante uns três anos, em Manaus. Bem mais novo do que eu, ele foi meu pastor e cuidava com grande carinho tanto do seu rebanho como dos cânticos e hinos cantados na Igreja, muitos de sua autoria. As suas músicas contam e cantam grandes histórias, quer da Bíblia, quer do cotidiano – à luz dos princípios e ensinamentos das Escrituras.

Depois, trilhamos caminhos diferentes e em regiões distantes. Voltamos a nos encontrar algumas vezes em São Paulo. Nos últimos anos acompanhei sua produção de CDs com músicas evangélicas: “O Tapeceiro”, “Estima” e, o recém lançado: “Canções à Meia Noite”. Letras profundas, acordes complexos, teologia destilada em poesia, fontes de reflexão e apreciação pela mão de Deus em nossas vidas: pesando, em correção; agindo, em redenção; resgatando, em salvação; motivando-nos, em adoração.

De várias maneiras – Stênio está pastoreando a muitos pela canção. Talento refinado pela longanimidade e benevolência do Mestre, devolvido ao Autor da Vida em músicas que honram o Nome de Deus.

Se você ainda não conhece o trabalho do Stênio, sugiro que não retarde essa experiência. Mergulhe e nade em largas braçadas em suas poéticas letras (muitas disponíveis
em seu blog - ou em outros sites) e prove o sabor de sua música (algumas disponíveis no site do Bomilcar). Acima de tudo, adquira os seus CD’s – não se arrependerá!






terça-feira, 2 de setembro de 2008

UM MANIFESTO NECESSÁRIO

O texto a seguir foi publicado no Jornal Simãodiense , edição de Julho de 2008.



PREÂMBULO: A vida de todos é regida pelo tipo de teologia que abraça, quer saiba disto ou não. Tal forma de entender a vida precisa assumir o ponto de vista de Deus, sob pena de se experimentar uma vida sem sentido de ser, vazia de significado. O manifesto que segue é concepção pastoral particular à minha ótica, segundo a teologia que abraço e, conforme o título, necessário.
É fato de domínio público que no último dia 12 de julho, em plena praça pública de nossa cidade, dirigentes de uma manifestação objetivando apresentação artística de um cantor evangélico incitaram a multidão presente às vaias em gritos pejorativos dirigidos às autoridades locais deste município, vale dizer, com várias delas presentes ao ato!! Não bastasse ser esta uma atitude em si condenável, ressaltem-se dois agravantes: (1) O depreciador: multidão ‘gospel’ convidada a sair de casa e reunir-se para ‘louvar a Deus’; e (2) o depreciado: autoridade constituída, condutora da municipalidade e os prestadores de serviços públicos e suas concessionárias.

Quanto ao depreciador, convém lembrar aos patrocinadores do movimento ‘gospel’ que o SENHOR Deus, cumprindo promessas de formar uma grande nação, instituiu leis e ordenamentos ao povo em peregrinação no deserto, rumo a uma terra também prometida, e, ironicamente, também uma terra da esperança. O povo de Deus jurou obedecer tais leis, comprometendo-se em aliança com Ele (Êxodo 20.1 a 24.11). Uma leitura atenta nos lembrará da seguinte ordem de Deus: “Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito.” (Êxodo 23.2). Conquanto as leis bíblicas sirvam, primeiramente, para formar e ordenar aquele povo no deserto, para nós, secundariamente, fica o ensino de não sermos levados por todo tipo de vento, como meninos, e nem sair agitado de um lado e de outro, conduzido “pela artimanha dos homens, pela astúcia com que conduzem ao erro” (Efésios 4.14). As reais intenções dos incitadores Aquele que sonda e pesa os corações saberá julgar (Salmo11.4; Provérbios 24.12).

Quanto aos depreciados: convém lembrar que anarquia nunca foi projeto de Deus para o homem criado à sua imagem e semelhança. Por causa do pecado e rebeldia em que se meteu o ser humano, o SENHOR instituiu normas e ordenamentos para restringir-lhe o mal no coração, conferindo dignidade e responsabilidade àquele que exercer a liderança. Em tudo, Deus está preparando seus filhos para o serviço de Cristo, o único Rei do reis e SENHOR dos Senhores, e a autoridade terrena, temporal, precisa espelhar a grandeza e nobreza do modelo maior, eterno: Jesus Cristo. Se isto não ocorrer, o próprio Deus trata de repreender, corrigir e, se necessário for, destituir. Ao povo cristão cabe: 1. orar pela autoridade (1Timóteo 2.1,2); 2. respeitá-la, reconhecendo-a como Ministro de Deus para fazer o bem, mas, antes de tudo, temendo e obedecendo a Deus (Êxodo 22.28; Provérbios 24.21,22; Eclesiastes 10.20; Romanos 13.1-7; 1Pedro 2.17; Atos 5.29).

Os cristãos precisam louvar a Deus por estarmos sob regime de democracia, onde há liberdade de culto, e os direitos do cidadão são assegurados pelo estado democrático. Compreendendo isto, os descontentes com seus representantes públicos podem protestar no voto e ver respeitada a opinião da maioria, expressa de modo decoroso e honrado. A atitude indevida e vexatória de conduzir maldosamente a multidão às vaias manifestas em praça pública dirigidas às autoridades constituídas, além de infeliz foi desrespeitosa e não pode encontrar apoio nos cristãos bíblicos, os quais devem ser protestantes pelas causas certas, nunca pelo oportunismo hipócrita.

A Igreja do SENHOR nesta cidade precisa recuperar sua dignidade frente aos desafios que o presente século se lhe impõe. Igreja não é balcão de negócios nem moeda de troca em período eleitoral. Os fiéis não devem ser consumidores de uma falsa prosperidade milagrosa, nem audiência cativa para canais de televisão onde os pregadores-show se popularizam. A Igreja de Deus que foi comprada com seu próprio sangue para resgatá-la do pecado, da morte e do mal não deve ficar exposta à ignomínia de seus detratores (Atos 20.28). Enquanto seus líderes julgam que ganhar praças e espaços públicos desta terra seja vantajoso, esquecem-se que nossa luta é nas regiões celestes (Efésios 6.12). Há muito que ninguém mais faz uma marcha por motivos nobres!!

A grandeza desta terra do vaqueiro Simão Dias está na sua esperança religiosa, como disse S. Paulo, “acentuadamente” religiosa (Atos 17.22). Vejam-se as movimentações deste período de julho, a ansiedade nas compras, a reforma das fachadas, a roupa nova já separada, o pretexto para outras festas nada piedosas. Em homenagem a quem, se o altar continua vazio, e ainda permanece a inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO??? O vazio é proporcional à carência espiritual desta terra. Sim, a grande e nobre cidade de Simão Dias é carente de Deus, do Deus vivo e verdadeiro, Deus santo, Deus espírito, Deus revelado na pessoa de Seu Filho Jesus, O ÚNICO MEDIADOR [note-se o gênero masculino] entre Deus e os homens (1Tessalonicenses 1.8-10; João 4.24; 1Timóteo 2.5). A vida desta cidade precisa girar em torno de Deus e não de uma ou outra praça. Deus, somente Deus, nenhum(a) outro(a), porque somente nele “vivemos, nos movemos e existimos”!

Vou repetir: é de Deus que esta cidade precisa. “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem.” (Atos 17.24-29)

Aos que resistem a esta mensagem, é prudente lembrar que este mesmo Deus não leva em conta a suposta ignorância, antes “notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos [: JESUS CRISTO].” (Atos 17.30,31)

É lamentável ver nossa herança protestante reduzida a uma noite de show ‘gospel’ regada a vaias. Custa-me crer que bíblias foram queimadas, telhados quebrados, irmãos perseguidos no passado para termos o sacrossanto direito de nos reunir para o escárnio público.

Ó povo cristão desta terra, manifesto meu desejo que paremos de vaiar e comecemos a pregar, a testemunhar, a protestar biblicamente. Simão Dias precisa de esperança, precisa de Jesus!

Rev. Gilmar Araújo Gomes
Teólogo e Pastor da Igreja Presbiteriana em Simão Dias

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

ENQUANTO ISSO, NA SALA DE JUSTIÇA...

Após 2 semanas intensas abastecendo as baterias teológicas, numa rotina de 12 horas diárias em aulas e pesquisas acadêmicas, certo sergipano desabafa: "E tem gente que pergunta: 'você é SÓ estudante ou trabalha?"


À porta do Auditório João Calvino, na Universidade Presbiteriana Mackenzie


Sergipano - matogrossense - baiano: que mistura.


Um humilde teólogo no canto inferior da foto, cuja modéstia o impede de destacá-lo da multidão


Aula do Rev. Alderi

Aula do Rev. Hermisten


Aula do Rev. Antônio José


Alderi Matos - Roberto Brasileiro - Héber Campos


Aspecto das aulas no Auditório João Calvino



Capelania da Universidade Presbiteriana Mackenzie


Auditório Ruy Barbosa - Universidade Presbiteriana Mackenzie





Edifício João Calvino - Universidade Presbiteriana Mackenzie

Entrada da Universidade Presbiteriana Mackenzie pela Av. Consolação



Esquina da Av. Consolação com Rua Maria Antônia


Ao final da Consolação, arco-íris sobre a torre da Igreja da Consolação e lateral do COPAM


Olhando assim para o sinal do pacto, dá para esquecer a imanência paulistana em busca de projeção transcendental. O finito não pode conceber plenamento o Infinito...

Soli Deo Gloria!

sábado, 2 de agosto de 2008

Pelo direito de me indignar com a bagunça em que se transformou este país...

KIT DA MODA

Vai transar?
O governo dá camisinha.

Já transou?
O governo dá a pílula do dia seguinte.

Teve filho?
O governo dá o Bolsa Família.

Tá desempregado?
O governo dá Bolsa Desemprego.

Vai prestar vestibular?
O governo dá o Bolsa Cota.

Não tem terra?
O governo dá o Bolsa Invasão e ainda te aposenta.

Mas experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece!


segunda-feira, 2 de junho de 2008

CONHEÇA MELHOR A IGREJA PRESBITERIANA


Em 12 de agosto de 2008, a Igreja Presbiteriana do Brasil – IPB comemorará 149 anos da chegada em solo nacional do missionário Rev. Ashbel Green Simonton, enviado pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos com o propósito de evangelizar esta parte do mundo. Embora ele tenha sido bem-sucedido (aqui plantando 3 igrejas, abrindo 1 seminário, publicando 1 jornal evangélico e organizando 1 presbitério nos 8 anos de ministério no Brasil, onde aqui morreu de febre amarela a 8/dezembro/1867) ele não foi o primeiro calvinista a tentar fazer desta uma nação cristã. A 10 de março de 1557, o primeiro culto protestante das Américas foi celebrado na Baía de Guanabara, conduzido por pastores reformados vindos de Genebra e França, enviados pelo teólogo João Calvino.[1] Infelizmente, esta tentativa de missões reformadas no Brasil não vingou, e a colônia francesa caiu devido a traições do líder, que renegou a fé protestante, e deix]ou-se vencer por Mem de Sá em 11 de setembro de 1560. Assim, desde o séc. XVI até 12 de agosto de 1859, o Brasil desconheceu qualquer tentativa de igreja acatólica entre os brasileiros, até chegar aqui a doutrina cristã pregada pelo missionário presbiteriano Simonton. Desde então, a IPB tem pregado o Evangelho do Senhor Jesus e contribuído para o engrandecimento do Brasil e a glória de Deus.

No entanto, apesar de nossa idade nesta pátria e nossa séria atuação, muitos têm ignorado o valor de servir a Deus no sistema de culto, doutrina e governo presbiterianos. As linhas que se seguirão têm por propósito levá-lo a considerar o que é ou, se ainda não estiver sendo, precisa ser a Igreja Presbiteriana do Brasil onde estiver instalada e exercendo suas funções.

ORIGENS

Dizendo resumidamente, a Igreja Presbiteriana nasceu na Reforma Protestante do séc. XVI. Somos os cristãos que se distinguiram dos luteranos no conceito da Santa Ceia e modo de governo. Na Suíça, Holanda e países baixos fomos chamados de Reformados; na França, de Huguenotes; na Ingaterra, de Puritanos; na Escócia, liderados por John Knox, aluno de Calvino, recebemos o nome de Presbiterianos. De lá, a Igreja Presbiteriana foi para os Estados Unidos, aqui chegando em 1859.[2]

CULTO

“O culto presbiteriano caracteriza-se por sua ênfase teocêntrica (a centralidade do Deus triúno), simplicidade, reverência, hinódia [repertório de hinos e cânticos] com conteúdo bíblico e pregação expositiva.” [3] Esta definição do culto divino prestado nas igrejas presbiterianas precisa ser uma realidade vivida em nosso arraiais, sob pena de deixarmos de ser cristãos bíblicos se dela nos apartarmos.

Reconhecendo este tema como pedra de toque na liturgia praticada pelas igrejas presbiterianas no decorrer dos anos, a IPB, por meio de seus Concílios Superiores, tem legislado orientações e normas que nos aproximem ao máximo da definição bíblica de culto. Esta intenção é reforçada nas palavras do Rev. Alderi Matos, Historiador da IPB: “No seu culto, as igrejas presbiterianas procuram obedecer ao chamado princípio regulador. Isso significa que o culto deve ater-se às normas contidas na Escritura, não sendo aceitas as práticas proibidas ou não sancionadas explicitamente pela mesma.”[4] Atendendo a esta exigência, a IPB regulou as práticas litúrgicas a serem praticadas nos ajuntamentos solenes restringindo-as às manifestações aceitáveis biblicamente. O fogo estranho deve ser repudiado!

SISTEMA DE DOUTRINAS

Culto e doutrina são itens que se entrelaçam no sistema presbiteriano. O povo congregado presta culto ao Deus que lhes é apresentado na doutrina aprendida com seus líderes. A doutrina errada levará à adoração do deus errado, que Deus não é.

O povo presbiteriano é o povo do livro, da Bíblia, do estudo (Atos 17.11). Conhecimento, assim entendemos, nunca é impedimento, antes, meio favorável à aproximação do Eterno, e uma necessidade nossa, como seres criados à imagem e semelhança do SENHOR. Todo nosso saber surge de duas partes distintas e que se completam para nós: “Conhecer a Deus e a nós mesmos”. ‘Jamais o homem chegará ao pleno conhecimento de si mesmo até que haja, antes, contemplado a face de Deus, e nela, possa examinar-se a si próprio.’ , isto já ensinava no séc. XVI o respeitado teólogo reformado João Calvino (Institutas da Religião Cristã, I. 1.1-2).

Como protestantes históricos, herdeiros da Reforma, restringimos as bases comuns da fé bíblica a 5 princípios exclusivistas: SOLA GRATIA, SOLA FIDES, SOLA SCRIPTURA, SOLUS CRISTUS, SOLI DEO GLORIA.

Como calvinistas reformados, reconhecemos que nosso conjunto de doutrinas está profundamente sustentado em 5 pilares biblicamente comprovados: DEPRAVAÇÃO TOTAL - ELEIÇÃO INCONDICIONAL - EXPIAÇÃO LIMITADA - GRAÇA IRRESISTÍVEL - PERSEVERANÇA DOS SANTOS. [5]

Quanto à Palavra de Deus, cremos ser ela Revelação inerrante, autoritativa, suficiente, restrita ao cânon recebido do povo judeu (portador desses oráculos divinos – Rm 3.2), confirmada no testemunho histórico da Igreja e reafirmada pela Reforma Protestante.

Quanto à salvação, reconhecemos a eleição por decreto eterno do Deus Soberano como causa e motivo para a pregação bíblica, pela qual o Espírito Santo opera fé no coração do pecador impenitente, levando-o ao arrependimento e conversão, mediante uma graça cooperante que o impulsionará voluntariamente à santificação. Ele decreta o fim e providencia os meios. (At 13.47,48; 1Tm 1.15,16; Jo 17.20; Rm 8. 26-39; Atos 16.14; Jo 15.16).

Quanto às promessas, cremos no Pacto de Deus com seu povo, dele fazendo parte adultos e crianças, homens e mulheres. Somos, portanto, aliancistas, cremos que Deus tem uma única e eterna Aliança com seu povo, sendo fiel para cumprir suas promessas.

Quanto ao batismo somos aspercionistas, ou seja, aplicamos água sobre a cabeça dos fiéis, tanto adultos como crianças sob sua guarda, em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Para nós, a água é símbolo visível da graça invisível operada no fiel.

Quanto ao conceito de Igreja, reconhecemo-nos como imperfeitos, no dizer de Lutero: simul justus et peccator (ao mesmo tempo justo e pecador). Imperfeitos, mas nunca conformados com nosso pecado. Por isto assumimos como necessidade o moto da Reforma Protestante: Ecclesia reformata et semper reformanda est” (Igreja Reforma e sempre se reformando). Nesta dinâmica, sabemos que a igreja una, católica, bíblica e fiel testemunha de Jesus neste mundo, sendo-lhe sal e luz, sofrerá por causa do amor a Cristo e terá na sarça ardente (Êxodo 3.3) o estigma de nossa missão: NEC TAMEN CONSUMEBATUR (arde mas não se consome)!!

Quanto à hermenêutica, assumimos a interpretação bíblica sustentada no método histórico-gramatical, ou seja, cada livro da Bíblia deve ser estudo à luz do seu momento histórico e de acordo com a estrutura gramatical do idioma em que foi escrito (grego, hebraico, aramaico). Razão por que os pastores da IPB são ordenados após concluírem o Bacharelado em Teologia num de seus seminários, onde aprenderão este método de interpretação.

SISTEMA DE GOVERNO

A IPB é conciliar. Com isto queremos dizer que a Igreja Presbiteriana funciona mediante concílios. Concílio “é uma assembléia constituída de pastores e presbíteros.”[6] Os concílios da IPB são: Conselho da Igreja local, Presbitério, Sínodo e Supremo Concílio, todos ligados em interdependência. As partes dependem do todo.

A IPB é representativa. Todos seus concílios são formados por homens eleitos para representá-los e neles agir. Sem processo eleitoral democrático não há representação legítima. Toda representação parte da Assembléia da Igreja local.

A IPB é federativa. “A IPB bem se define como ‘Federação de igrejas locais’. Federal é termo oriundo do latim 'foedus', e tem nas palavras 'pacto', 'acordo' e 'união' sinônimos necessários e esclarecedores. No sistema federativo, pactual, as igrejas locais não são (não deveriam ser) comunidades estanques, autônomas, independentes, antes, parte de um todo maior, federado, pactuado e articulado em si mesmo pelos concílios inferiores, os quais têm na igreja local seu berço.”[7]

A IPB é confessional. A fé objetiva que professamos é a mesma confessada na Bíblia Sagrada, na Confissão de Fé de Westminster (1646) e seus catecismos. Este padrão doutrinário forma o que chamamos Símbolos de Fé.

A IPB é organizada. Somos, também, uma instituição humana, que reconhece o Magistrado e as autoridades constituídas como Ministros de Deus e dignos de respeito (Rm 13.1-7). Temos uma Constituição, Manual de Culto, Princípios de Liturgia, e Código de Disciplina. São manuais humanos pelos quais nos ordenamos como instituição civil, legalmente constituída no Brasil.

CONCLUSÃO

“A ignorância só interessa ao diabo”, costumava dizer Lutero. É impressionante o número de pessoas que estão na igreja presbiteriana sem conhecê-la, de fato, sem assumir seus referenciais, de verdade, sem dela cuidar, como Noiva. Assumindo a ignorância como bandeira, os tais tendem a ser manipuláveis pelo diabo, a quem interessa desestabilizar, desagregar e desanimar a Noiva, roubando-lhe o adorno.

A Confissão de Fé de Westminster, XXV.4, lembra-nos que a Igreja de Deus tem sido, no decorrer dos anos, ora mais ora menos visível. E que “as igrejas particulares, que são membros dela, são mais ou menos puras conforme nelas é, com mais ou menos pureza, ensinado e abraçado o Evangelho, administradas as ordenanças e celebrado o culto público.”

A IPB não é perfeita, porque você e eu não o somos. É reunião de pecadores perdoados por Cristo; e porque perdoados, submissos; protestantes, mas não rebeldes; livres e, por isto, ordeiros.


Rev. Gilmar Araújo Gomes

Secretário Presbiterial de Educação Religiosa/PSSE – 2008





[2] Adão Carlos NASCIMENTO, O que todo presbiteriano inteligente deve saber, p. 15-22

[3] Alderi Souza de MATOS, Pensando e Repensando a Profissão de Fé, p.107.

[4] Pensando e Repensando a Profissão de Fé, p.107.

[5] Ver: John BENTON e John PEET, As doutrinas da Graça, (Ed. Cultura Cristã, 1998), 95p.

[6]Adão Carlos NASCIMENTO, A Razão da Nossa Fé, p. 37

[7] Gilmar A. GOMES A IPB e a Ética dos Juízes, in: www.sergipano.blogspot.com. Ver também a Constituição da IPB, art. 1º.


______________________________________________


PARA SABER MAIS

BAWINK, Hermann. Teologia Sistemática, (Sta. Barbada D’Oeste-SP: SOCEP, 2001).

BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática, (São Paulo: Cultura Cristã, 2004).

CALVINO, João. Institutas da Religião Cristã, 4 vols., (São Paulo: Cultura Cristã).

MANUAL PRESBITERIANO, (São Paulo: Cultura Cristã).

NASCIMENTO, Adão Carlos e MATOS, Alderi Souza de. O Que Todo Presbiteriano Inteligente Deve Saber, (Sta. Barbada D’Oeste-SP: SOCEP, 2007), 208p.

NASCIMENTO, Adão Carlos. Pensando e Repensando a Profissão de Fé, (Sta. Barbada D’Oeste-SP: SOCEP, 2004), 191 p.

___________. A Razão da Nossa Fé, (São Paulo: Cultura Cristã, 2000), 48 p.

Quem Somos – Doutrina. in: http://www.ipb.org.br/institucional.php3?idins=56

Eu, presbiteriano. Por quê? in: http://www.ipvalparaiso.org/artigo07.htm

www.ipb.org.br

www.executivaipb.com.br

Editora Cultura Cristã (Casa Editora Presbiteriana) (11) 3207-7099 / 0800-14-1963 www.cep.org.br

Editora SOCEP (19) 3464-9000 www.socep.com


terça-feira, 27 de maio de 2008

SOLENE ADVERTÊNCIA (2Tm 4.1-4)

Paulo escreveu a Timóteo sabendo que estava perto o final de seu ministério (2Tm 4.6). Por isso, era-lhe oportuno deixar algumas recomendações a seu filho na fé.

Entre os vários ensinos, ele registrou uma solene advertência, que deveria ser levada em conta pelo seu conteúdo e oportunidade.

A solenidade é vista na ênfase inicial do apóstolo: “Conjuro-te”! Mais do que um apelo, Paulo apresenta aqui uma declaração ímpar, um testemunho de fé. Diante de Deus, de seu Filho Jesus, e de tudo o que isto representava para suas convicções, Paulo declara enfaticamente que as afirmações que seguirão deveriam ser muito consideradas por Timóteo. A continuidade do ministério de ambos dependeria disto:

1) Do CONTEÚDO DA PREGAÇÃO - Timóteo deveria pregar baseado em princípios inegociáveis. Traduzindo o sentido, a tarefa de jovem pastor deveria ser: a) corrige - mostrar, condenar e reprovar o erro, convencer da falha e provar a culpa; b) repreende - dar ordem, dar comando, indicar o caminho, mostrar a falha (Lc 17.3); c) exorta - consolar, confortar, encorajar, apelar [à consciência], convidar; é a função do Espírito Santo: Consolador.

2) Da OPORTUNIDADE DA PREGAÇÃO - definida a função, Timóteo deveria saber que as oportunidades de realizar esta tarefa num certo tempo se acabariam. Oportunamente, em tempo próprio, e época certa (kairós), os homens não quereriam saber da verdade, nem ser corrigidos, exortados e consolados. Ele deveria aproveitar todas as oportunidades, quer sejam próprias ou não.

O relógio estaria correndo, e em certa época os ouvintes não teriam paciência, nem dariam mais atenção ao bom e saudável ensino. Antes, estariam cheios de suas próprias paixões, e sentindo um comichão nos ouvidos, eles se acumulariam de [outros] professores. Além disto, removeriam a verdade de seus ouvidos, e a rejeitariam (como que provocando uma rebelião, cf. Lc 23.14); além de a evitarem e de se desviarem dela (Hb 12.13), fugindo dela (1Tm 6.20), e partindo em direção às fábulas e estorinhas (1Tm 4.7).

Timóteo tinha uma tarefa a realizar: corrigir, orientar, consolar. Você, cristão, também está incumbido de realizar algo. Seu testemunho de vida é urgente, é para hoje, para estes dias, antes que venham tempos quando não suportarão que seja pregada a sã doutrina.

Rev. Gilmar Araújo Gomes

Em Cristo, seu conservo.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

ÓSCULO nada 'SANTO': Fim de mundo!!!

Como diria um amigo meu, "tem doido prá tudo neste mundo e ainda sobra 14".


http://www.jornalhoje.com.br/cristianismohoje/newfiles/jhvinci14052003.php


"Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes."

2 Carta de Paulo a Timóteo 3.1-5

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Da série 'QUE PAÍS É ESTE??!!!??'

Seria cômico, não fosse PaTologicamente trágico!!!!

Fonte: http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=6505&language=pt
Acessado em 14 de abril de 2008

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CANÇÃO PARA JÓ - Gladir Cabral

https://w.soundcloud.com/player/?visual=true&url=https%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Ftracks%2F130150703&show_artwork=true&= FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=TuWnsp1GML4